Ontem esperei-te, na curva da estrada. Como sempre, ao fim duma tarde de calor
eu te procuro, com mais amor
Vinhas afogueado, estendi os meus braços, e te apertei, junto ao meu coração
Passámos pela nossa casinha humilde, deixando a tua marmita do almoço a descansar
Alegres, corremos para nos banharmos no rio. As nossas roupas são pobres
mas a nossa felicidade não tem limites.
De corpos nus, entrámos nas águas frias para arrefecer os nossos corpos nus.
Depois, cansados, nos deitámos na erva que faz de pasto para os animais.
E naquele deserto da aldeia, fizemos amor a medo.
Apenas tinha mos as ervas altas para nos proteger.
Vestimos as roupas humildes um pouco abandonadas, e subimos o monte, para fazermos um jantar, da nossa horta, oferecido.
A noite caiu, a brisa entrava nas frestas das tábuas que serviam de janela.
Lá fora, a noite estava estrelada, e nos convidava, ao fresco da noite
Perto da meia-noite, ouviu-se os sinos da igreja.
É hora de descansar.