A vida
desenrola
e rola
como uma bola
a vida
é sortilégio
como se fora uma estola
a vida
é fonte
renascer duma noite de Verão
ao cimo dum monte
a vida é um não
rola e enrola
dentro do nosso coração!
A vida
desenrola
e rola
como uma bola
a vida
é sortilégio
como se fora uma estola
a vida
é fonte
renascer duma noite de Verão
ao cimo dum monte
a vida é um não
rola e enrola
dentro do nosso coração!
TU
se quiseres poderás comandar o mundo
com Paz e amor
louvado seja o SENHOR
Tu
se quiseres ser útil
ajuda quem está perto de ti
para que não sejas um inútil
Tu
és vento e o Sol
na vida do ser humano
podes ser um farol
Ontem esperei-te, na curva da estrada. Como sempre, ao fim duma tarde de calor
eu te procuro, com mais amor
Vinhas afogueado, estendi os meus braços, e te apertei, junto ao meu coração
Passámos pela nossa casinha humilde, deixando a tua marmita do almoço a descansar
Alegres, corremos para nos banharmos no rio. As nossas roupas são pobres
mas a nossa felicidade não tem limites.
De corpos nus, entrámos nas águas frias para arrefecer os nossos corpos nus.
Depois, cansados, nos deitámos na erva que faz de pasto para os animais.
E naquele deserto da aldeia, fizemos amor a medo.
Apenas tinha mos as ervas altas para nos proteger.
Vestimos as roupas humildes um pouco abandonadas, e subimos o monte, para fazermos um jantar, da nossa horta, oferecido.
A noite caiu, a brisa entrava nas frestas das tábuas que serviam de janela.
Lá fora, a noite estava estrelada, e nos convidava, ao fresco da noite
Perto da meia-noite, ouviu-se os sinos da igreja.
É hora de descansar.
Os tempos já foram lidos
dos tempos que não acabaram
por breve períodos
por aqueles, que não o acharam
Os tempos são confusão
dentro duma eterna
ilusão
como se fosse, uma cisterna
Copiamos os tempos
dentro do nosso EGO
os tempos embaralham
o nosso próprio medo
Mas os tempos surgem
sem tempo para os viver
eles fogem
mesmo que não quererem saber!