sábado, 13 de dezembro de 2014

COBARDIA DE PAIS FILHOS PARA OS PAIS

Lentamente, arrastando os pés
com dificuldade
um homem vergado
nos pensamentos
que não o deixam
de dormir
vestido de farrapos
cheios
de lixo
amontoado
caminha
sem saber
para onde?
a casa dos filhos
não o recebe
após lhe tirarem
todas
as economias...

Farsa
fantasia
histérica
onde os filhos
fazem pior
que os assaltantes
da rua
não os querem
e se alguém
lhes bate á porta
depositam
nos hospitais
estes farrapos
que já não são
gente
já lhes tiraram
tudo
e só esperam, que desçam á cova fria..

                                     COBARDIA DOS TEMPOS QUE VÃO PASSANDO

sábado, 6 de dezembro de 2014

SAUDADES DO PASSADO FELIZ

Tenho saudades
da saudade
que por mim, passa
dos tempos de infância
no meu jardim
cheio de flores
em que apenas eu
e o meu irmão
brincávamos
felizes
porque ali
não havia horrores

Tenho saudades
da saudade
que por mim, passa
dos meus tempos
de juventude
em que os amigos
eram leais
em que a vida
girava
entre os livros
da escola
e não havia, rivais

Mas hoje, vejo
com tristeza
as quisilias
nas escolas
em que batem
ferem
e maltratam
desde os colegas
a professores
para se mostrarem, duros
e superiores
aos doutores




DÓ RÉ MI FÁ LÁ SI DÓ

Deixo-me embalar
pelas  notas, que arranco
ao pequeno orgão
que tenho, no meu quarto
e adormecida
pelos acordes, da barcarola
nem sinto
que me estão, a chamar
para jantar...

Desperto!
atrás de mim
uma mão amiga
ma acarícia, os cabelos
enquanto os meus dedos
pequenos
deslizam, no mínusculo
orgão
a um canto, do meu quarto

Sorriu...
Medito, a cada instante
quão bom seria
se o meu entendimento
se abrisse
ás notas musicais
que por mim, passam, a correr
não me dando tempo
para aprender a soletrar

                                            DÓ RÉ MI FÁ LÁ SI DÓ

escrevi este poema em criança


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SEGUE TEU CORAÇÃO E SÊ FELIZ

Brincas a medo com o teu amor
não  o conheces
na sua essência
mas ele é o teu sabor
da tua nobre
consciência

Não tenhas medo
porque és amado
a vida é bela
é para viver
o ser humano não é um tornado
e o teu coração, tem que saber

4 DE DEZEMBRO DE 1980

4 DE DEZEMBRO  DE 1980    FRancisco Sá Carneiro partiu inesperadamente sem ter tempo de se despedir deste País que já estava adoentado.
Com ele outros foram, e a nossa democracia ficou fraca demais, e hoje passados trinta e quatro anos, ainda continuamos a falar dele.
Como foi o acontecido ninguém sabe de nada, mas sabemos que se ele estivesse entre nós, talvez as coisas não tivessem tão más como estão.
Físicamente não está, mas talvez DEUS OMNIPOTENTE o ouça a pedir por este povo dolorido
cansado de tantos problemas ......