quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

VIDA DUPLA

Vives uma vida dupla
como a noite e o dia
de dia amas
de noite, foges, da tua prometida


O teu riso é alegre
quando passas, com outro amor
mas quando chegas a casa
entras sempre de mau humor


Todos pensam que és fiel
para o quadro social
mas as tuas ações, cheiram a fel
tenho pena de ti, pobre imortal

Mas um dia chegará
que a tua máscara, vai cair
e o teu lar, saberá
e os teus amigos, irão, rir



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

TANTOS PORQUÊS


Tantos porquês, confusos
gravados
numa mente doente
que quer
a todo custo
aquele amor, ausente


Retalhados na ilusão
duma quebra
semifria
quando perde
o coração
a pessoa, se sente, vazia

Ora vai, ora vem
episódios
duma vida
o amor, sabe bem
quando se é
protegida

NAS MADRUGADAS DA NOITE



Nas madrugadas da noite
revemos uma vida
a sós
com o nossos travesseiro
para que ninguém
tenha pena, de nós

Nas madrugadas da noite
sentimos
o leito vazio
dum amor
impossível
e que nos traz, tanto frio

A vida nem sempre é bela
e por vezes
confusa
mas ela é sempre
uma aguarela
de formas e temas, obtusa

Madrugadas escaldantes
procuradas
na integra
fugazes
como os navegantes
presos, por uma cinta


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DESCALÇO SEM PERGAMINHOS



Descalço sem pergaminhos
desço a calçada da vida
para percorrer caminhos
duma vida, sem guarida

Nada tenho nada quero
só a liberdade, da vida
mas o amor, espero
nesta vida, descabida

Este amor, que espero
não é físico é de bondade
dar a mão, a quem passa
é a minha vontade

Só me tenho a mim
e ás esmolas, que me dão
mas eu quero, mesmo assim
ter em mim, um perdão

Posso rir e cantar
junto de quem me quer
para que não possa chorar
esta vida, sem viver

Nasci como um simples trapo
numa caixa de sabão
minha mãe não me quis
porque fui fruto, dum  Verão