quinta-feira, 31 de março de 2016

NÃO ACUSES O DESTINO

Não acuses o destino
só porque quiseste
brincar
o fogo, queima
e pode
voltar, a dar, azar

Tinhas tudo na vida
a família
e o emprego
mas abraçaste
a inercia
na posição, dum prego

Se útil
á sociedade
volta de novo
a trabalhar
para que a família, te receba
e voltes de novo, a mar

Não somos ninguém
senão quisermos
ser
amados
e recebidos
e um bom modo, de viver


segunda-feira, 28 de março de 2016

AMARROTEI AS CARTAS

Amarrotei, as cartas
cartas de amor
ressequidas
queimadas
pelo tempo
e que nunca foram
adquiridas

Amarrotei, esse amor
que com o tempo
ficou doente
ao calar
a tua voz
minha alma
deixou, de ser ardente

Procuro com cuidado
a solidão
que há muito
mora em mim
em abstrato
e por ser louco
deixei perder........meu coração!

quinta-feira, 24 de março de 2016

IGNORÂNCIA DOS TEMPOS

Olho o horizonte, sem fim
e tento reviver o passado
o qual não foi, conjugado
porque tentei sempre, ignora-lo

Nunca quis aceitar
aquilo que foi, projetado
e nesse passado distante
fui um doente, envenenado

Quando não queremos o mundo
escondemos nossa presença, na neblina
e ao não aceitar o tempo do passado
eu fico, nos tempos, de menina

Agora que estou no presente
eu no futuro, não penso
só quero que a minha mente
aclare, no nevoeiro, denso

sábado, 5 de março de 2016

MURALHAS DA MINHA VIDA


Muralhas da minha vida
ultrapassadas, pelo tempo
fizeram, guarida
nos tempos, do meu tormento

Fixação ou desejo
ideias não curtidas
por não conseguir, um beijo
em terras, desavisadas

Não sou um boneco,de cera
mas de carne, bem passada
estou longe, da minha era
que vive, ignorada

Já não reclamo, os porquês
que encontro, no meu caminho
conto só os cês
quando me sinto, sózinho


terça-feira, 1 de março de 2016

ESCRAVIDÃO DIREI


Escravidão direi
a quem caminha, acorrentada
por um amor distante
ou que se sinta, violada

Não são as correntes,a dor
que nos atabafam, a alma
há coisas muito pior
sem sentido ou calma

Palavras levam o vento
quando as ouvimos na noite
violentando a vida
que deixam, mais afoite

Lá por vestir sedas, não serei
mais feliz
quando as palavras são azedas
choro mais, que um petiz