Estar num País desconhecido é uma pesquisa constante, estar numa terra que não é nossa, sentindo e vivendo sensações que me vão sendo trazidas na bandeja de um desconhecido.
De facto é um estreitar de relações entre duas esferas que á primeira vista, nos surgem como desconexas e impossíveis de resolver.
Quem sou eu, senão uma sombra entre tantas outras regionalismos presentes?
As minhas raízes chamam-me num tocante constante mas longínquo.
Acolhem-me numa cordialidade perfeita, em que quase posso sentir um algo ao qual ainda não deu forma, e muito menos um nome.
A vida é tudo isto, e mais um pouco.
Sinto-me ainda no principio e que muitos outros fatores vão contribuir para o surgir da palavra saudade.
Apesar de tudo o que é novo, senti-me só, caída numa nuvem carismática e cheia de cor.
E o que deixei para trás?
Família, pais, amigos...
Sinto falta daquela rotina cadenciada, e por vezes patética, mas que ao mesmo tempo, suscita em mim, uma vontade inoportuna e incomodativa, em voltar e ficar para sempre.
Tenho saudades, sinto falta do que não vejo, do que não deslumbro, mas que só consiga adivinhar no caudal imenso das minhas recordações.
Arrependimento?
Não
Sinto o que julgava nunca ter forças para sentir.
Se mudei ou estou a mudar, só o futuro o vai denunciar, por agora mantêm-me afastada.
Tenho vontade de me estender de novo na cama e escutar o eco da paz quente mas desesperada.
Os minutos fazem-se horas e as horas fabricam dias, tudo somado reúne-se em inconsistência.
Amo o meu país, a minha gente, o tocar do telefone, o pequeno almoço mal tomado, as fugas ás aulas a chegada atrasada e as desculpas feitas á pressa.
Onde está tudo isso?
As carícias fugidias, as lutas travadas no neutralismo da vingança falada e do sofrimento guardado?
Para quem e quem estará á minha espera?
Hoje com perto de cem anos recordo com saudade a minha vinda a Portugal que aprendi amar, como se fora pátria minha.
sábado, 27 de junho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
A VIDA DEVE SER VIVIDA COM AMOR
Passas a vida a criticar
quem está junto, de ti
esqueces
que tens que amar
o melhor
que há, em ti
O teu lado bom
que deve
recompensar
aqueles
que te amam
e que tu, deves amar
Não percas o afeto
pois a solidão
é madrasta
a vida é um eco
e a nostalgia
já basta
Segue o teu caminho
nos braços
dum amor
dá-lhe muito carinho
em troca
do teu fulgor
quem está junto, de ti
esqueces
que tens que amar
o melhor
que há, em ti
O teu lado bom
que deve
recompensar
aqueles
que te amam
e que tu, deves amar
Não percas o afeto
pois a solidão
é madrasta
a vida é um eco
e a nostalgia
já basta
Segue o teu caminho
nos braços
dum amor
dá-lhe muito carinho
em troca
do teu fulgor
VIDA DE MOÇOILA
De papoila em papoila
eu gosto brincar
com a vida
pois eu sou
uma moçoila
com a vida
preenchida
Gosto de quem passa
junto á minha
janela
para brincar
com seus olhos
que me dou
muita, trela
Verdes campos, verdes campos
são a minha
aguarela
quando me deito
neles
faço deles, minha vela
Minha mãe, está-me a chamar
porque me quer
junto dela
mas eu quero
namorar
nem que seja, á janela
eu gosto brincar
com a vida
pois eu sou
uma moçoila
com a vida
preenchida
Gosto de quem passa
junto á minha
janela
para brincar
com seus olhos
que me dou
muita, trela
Verdes campos, verdes campos
são a minha
aguarela
quando me deito
neles
faço deles, minha vela
Minha mãe, está-me a chamar
porque me quer
junto dela
mas eu quero
namorar
nem que seja, á janela
CAMINHO ERRADO
Segues um caminho errado
que tu não queres
ver
a tua vida é um desatino
e tu
não queres saber
Segues sem destino
o que a tua mente
quer
mas isso
não é destino
e tu, tens que viver
Para enquanto é tempo
porque o tempo
está a fugir
olha em teu
redor
para teu amor, sentir
E se por acaso
quiseres
conselhos
de quem está
a teu lado
ouve com carinho, para não ficares isolado
que tu não queres
ver
a tua vida é um desatino
e tu
não queres saber
Segues sem destino
o que a tua mente
quer
mas isso
não é destino
e tu, tens que viver
Para enquanto é tempo
porque o tempo
está a fugir
olha em teu
redor
para teu amor, sentir
E se por acaso
quiseres
conselhos
de quem está
a teu lado
ouve com carinho, para não ficares isolado
sexta-feira, 12 de junho de 2015
SANTO ANTÓNIO DE LISBOA
13 de Junho de 2015
Caro Santo António
Ao longo dos meus setenta anos, tenho vivido sempre, com a tua ajuda preciosa.
Minha mãe, era tua devota, chamava-te Santo milagreiro e em todas as ocasiões ela chamava por ti.
Contava, que quando era criança, tinha ido com os pais para uma vivenda em Espinho passar férias.
A mãe como sofria do coração o médico disse-lhe que era melhor ir para uma zona de pinheiros, porque perto da praia, a prejudicava.
Como a vivenda era alugada, a mãe fez as malas, mas a chave da porta tinha desaparecido.
Procuraram tudo, mas nada.
Um velhote que todos os dias passava por ali, perguntou á minha mãe o que se tinha passado e ela disse, que a chave não aparecia.
No dia seguinte para espanto da minha mãe a chave apareceu.
O velhote deu-lhe uma oração, que quem a fizer com fé as coisas desaparecidas aparecem
chama-se responso de SANTO ANTÓNIO
Se milagres desejais
recorrei a Santo António
vereis fugir o demónio
e as tentações infernais
Todos os males humanos
rompe-se a durão prisão
e no lugar do furacão
cede o mar embravecido
Todos os males humanos
se moderam se retiram
digam-no aqueles que o viram
e digam-no os lusitanos
Pela sua intercessão
foge a peste, o erro, a morte
o fraco torna-se forte
e torna-se o enfermo são
por cada verso que se lê
lê-se
recupera-se o perdido
rompe-se a dura prisão
e no auge do furacão
cede o mar embravecido
lê-se com cuidado para não se enganar, se a pessoa se enganar, não aparece.
Meu bom amigo agradeço todas as ajudas que me tens dado e publicamente dou a tua oração para que todas as pessoas possam recorrer a ela.
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