Descalço sem pergaminhos
desço a calçada da vida
para percorrer caminhos
duma vida, sem guarida
Nada tenho nada quero
só a liberdade, da vida
mas o amor, espero
nesta vida, descabida
Este amor, que espero
não é físico é de bondade
dar a mão, a quem passa
é a minha vontade
Só me tenho a mim
e ás esmolas, que me dão
mas eu quero, mesmo assim
ter em mim, um perdão
Posso rir e cantar
junto de quem me quer
para que não possa chorar
esta vida, sem viver
Nasci como um simples trapo
numa caixa de sabão
minha mãe não me quis
porque fui fruto, dum Verão
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