SONETO 74 DE LUIS VAZ DE CAMÕES
Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que doí e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer
é um não querer que bem querer
é solitário andar por entre a gente
é nunca contentar-se de contente
é cuidar que se ganha em se perder
é querer estar preso por vontade
é servir a quem vence, o vencedor
é ter com quem nos mata, lealdade
Luís Vaz de Camões escreveu este imortal soneto, quando o amor era vital , mas hoje é um simples amuleto.!
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