domingo, 27 de julho de 2014

SONETO 74 de LUÍS VAZ DE CAMÕES

SONETO 74 DE LUIS VAZ DE CAMÕES


Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que doí e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer


                                                  é um não querer que bem querer
                                                  é solitário andar por entre a gente
                                                  é nunca contentar-se de contente
                                                  é cuidar que se ganha em se perder

é querer estar preso por vontade
é servir a quem vence, o vencedor
é ter com quem nos mata, lealdade

Luís Vaz de Camões escreveu este imortal soneto, quando o amor era vital , mas hoje é um simples amuleto.!

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