no bulício da noite
encontro-me
com o Inverno
dos meus cabelos, brancos
já sem vida
nem cor
e só
com este amargo
eu vivo, sempre, na dor
Não tenho luz
nem ardor
neste meu esqueleto
tão frio
vivo longe
do amor
minha sede
é um fastio
que me seca
e me tira, o brio
Já não sou nada
respiro
apenas
porque tenho
de viver
minha vida
já não tem cor
e por este
andar
estou á espera, de morrer
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