terça-feira, 24 de setembro de 2013

ALMAS PENADAS

O AMOR
não existe
ninguém o conhece
não sei o que é, ou  quem o representa
apenas os anos, vêm
todos os dias são saturnos
e pálidos
PORQUÊ
a alma fere e fere-se
o corpo doí de tão seco de paixão
e aqui estou
muda
esquecida
perdida
Lá fora jogam-se guerras
saltam-se fogueiras
e gela-se o pensamento
Cá dentro, quatro paredes guarnecidas
dum odor étereo, rouco, fugídio..
Perco-me de mim e dos outros
confundo-me
nas sombras do passado
do caos do presente
e do futuro
SIM
chega de descrições peripatéticas
e de feição, abstrata
QUE QUERO EU AFINAL
Sonho-me, iludo-me
assassino o tempo
e a fúria
com a revolta nos dedos
o nojo
de sentir-me frustrada
sufoca-me
Simbolismo, cadências
martelam-me, a alma
Ao longe, bem por detrás
daquela colina verdejante
a que muitos chamam
felicidade
navega ao longe, no meu do rio.....
E SÓ APENAS A SOLIDÃO SE SENTA Á MESA,NA HORA DA REFEIÇÃO

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